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24 maio, 2013

6 on 6 - New perspective - Maio


Maio chegou e já está acabando. Eu esperei tanto por esse mês. Nele, comemorei duas datas muito importantes e especiais: o aniversário de 3 anos do blog e meu aniversário de 18 anos. Faz tempo que fiquei um pouco desanimada em relação as fotografias. Mas esse mês, entrei em uma nova perspectiva. Vou explicar: eu tava sem ideia do que fotografar para o 6 on 6. Pensei ''na dúvida, basta olhar em volta''. Então foi isso mesmo que eu fiz. Minha irmã adora a cultura anime. Ela assiste os desenhos e lê mangás. E fica o tempo todo falando disso perto de mim. Eu só fico escutando (e não entendendo nada). Porém, esse mês decidi fotografar o universo dela. A maioria das fotos vão ilustrar isso. Vamos lá:

CUBEECRAFTS - BRINQUEDOS DE PAPEL 

Esses cubeecrafts são miniaturas de personagens que conhecemos bem só que em papel. É só pesquisar moldes na internet,  imprimir e fazer. Minha irmã descobriu isso e essa semana ela deu  ''a louca dos cubeecrafts'' e fez vários dos personagens favoritos dela. Aproveitei e pedi pra ela fazer uns pra mim porque eu adorei a ideia, mas dá um trabalhão. 

 1. Cubeecrafts anime: Inuyasha e Pikachu 
 2. Cubeecrafts Nintendo: Luigi, Mário e Crono 
 3. Cubeecrafts Heroes: Capitão América e Mulher Maravilha


ANIME CULTURE - ACESSÓRIOS 

Alguns acessórios inspirados no anime preferido da minha sister. 

 4. Lucky posando com o colar da Misa Amane.

 5. Pulseira Death Note .

NEW STYLE 

Um novo estilo que ando adotando. 


6. Comprei um delineador . Comecei a arriscar uns traços mais ousados (eu só usava makes mais leves e normais, sem muitos esforços) não sei se na foto dá pra ver direito. Ah, também enjoei do cabelo retinho. Tô apostando nos ondulados (já que eu sou péssima em penteados).    Vocês perceberam isso no último lookFaço com a prancha mesmo! Acreditam!?!?!?

Enfim, vocês gostaram das fotos? Comentaê!  

23 maio, 2013

O meu amor nessa madrugada


Hoje bateu uma louca vontade de escrever sobre você. Então, relembrei o dia em que nos encontramos pela primeira vez. Achei você o rapaz mais incomum do mundo, o cara que era completamente ao contrário do meu ideal. Mas ideiais foram criados para serem quebrados ou superados, e você conseguiu. Não estava com a minha melhor roupa, não tinha ensaiado nada em frente ao espelho, não estava com batom vermelho - naquele momento eu poderia ter me tornado a mulher invisível e ter passado despercebida do seu sorriso, mas você me capturou como se captura uma foto com o ângulo perfeito. Aquele seu olhar que sempre me passa as respostas erradas e que insisto em pensar que sei todas elas. Sou aquela típica garota que apenas quer ser feliz com um garoto nem tão perfeito assim, mas admitir isso nem sempre é fácil quando se leva tantos nãos. Acho que essa frase ficou um pouco clichê e fagada demais, talvez, ela me transmita melhor assim: Sou uma nômade à procura do abrigo ideal; sou uma formiga que não cansa do trabalho de amar; sou aquela vírgula que quebra a frase de amor. 

Só queria ter a certeza que tiro o seu sono também e que isso te estresse ao ponto de parar para escrever. Ou imaginar como poderia ser essa madrugada comigo. 

Você descobriu meu segredo e pensa que é mais uma novidade. Tento te contar todos os dias o quanto você está me desmontando e não consegues captar os meus sinais. Você é o meu avesso. Enquanto eu sou movida por detalhes, apegos e abraços inesperados; você consegue me provocar a impaciência de querer brincar em seu mundo. Tão direto, louco e assustador. Sua risada tão formada pelo pessimismo de um coração partido, de algum passado mal contado e de algum amor abortado. Parece, eu vejo às vezes dentro dos seus olhos, que há uma interrogação em sua vida e que estou proibida de chegar até ela. Qual é o seu medo por trás disso? Eu sou um risco para você? Eu sou um texto inacabado e sem final previsto. Talvez seja isso que te incomode: o incompleto em mim, a ambiguidade, o contrário. O meu amor nessa madrugada é seu e todas as palavras de afeto. 

Antes de acabar esse texto, e não estou dizendo que vai acabar agora, eu queria que você lesse em voz alta que você foi a aventura onde mais quebrei as regras. Isso não mudará em nada em como você me vê, afinal, ainda sou aquela garota que você encontrou com um sorriso largo. Apenas mudará as expectativas de outro final. O perfume do 'eu te amo' que dura 60 minutos. Também peço que anote em algum bilhete e ponha em sua geladeira que você deveria dizer e pensar em mais coisas boas. Eu sou paz. Eu sou leve. Eu sou o risco. Você sempre está caindo em abismos e nunca pede socorro. Estou numa transição lenta dos sonhos e da realidade. São tempos perigosos para quem se arrisca em amar. São tempos perigosos para quem ainda estende a mão ao passado que ainda ficou. Você quer se permitir a passar pela minha vida e deixar apenas um capítulo, enquanto quero que você esteja no meu final feliz. Eu cheirei o seu cangote da última vez que te vi e, naquele breve espaço de tempo, imaginei sorrisos correspondidos e um cruzar dos nossos dedo 

Tudo isso foi se tornando essencial. E, só queria ter a certeza que tiro o seu sono também e que isso te estresse ao ponto de parar para escrever. Ou imaginar como poderia ser essa madrugada comigo. Só queria ter a certeza que não estou remando sozinha, mesmo não vendo mais ninguém no meu barco. Mesmo tendo a certeza que, nessa madrugada, apenas só eu estou aqui.


Gostou do texto? Quem escreveu foi a Arianne Barromeü (blog Eppifania), tem 19 anos , é estudante de Design Gráfico e amante da literatura. Pernambucana, mora em Recife e um dos seus maiores sonhos é fundar uma livraria ao estilo europeu. Gosta de livros, calmaria e abraços. > Este texto faz parte do projeto Você na teia. Participe também! CLIQUE AQUI e saiba como. 

22 maio, 2013

O brinquedo favorito dele



Ele era um menino muito querido pela família desde o nascimento. Sua mãe era dócil, nobre e gentil. Seu pai, super atencioso. Nunca lhe faltou nada:amor, carinho e inclusive, brinquedos. Os meninos por si só, adoram brinquedos.  Mas ele tinha uma fixação maior por todos eles.  Rafael via a vida como uma brincadeira e esse pensamento perdurou em várias fases de sua vida.

Na infância Rafael cismou com carrinhos de controle remoto e vídeo-games. O seu primeiro exemplar foi dado pelo vovô James.  Ele só queria saber de ‘’vrumm vruumm’’ e ‘’bibibibibi’’.  Formava pistas na sala de estar que chegavam até a cozinha. Vira e mexe a sua mãe pisava em alguns deles pelo caminho.  Em relação ao vídeo-game, ele tinha a coleção de vários jogos de Nintendo. Era sua paixão de todas as tardes depois da escola.

Rafa, já são dez horas. Vai dormir que amanhã você tem aula cedo, menino! – dizia a mãe todas as noites.
Tá bom mãe ... – respondia o menino, que só desligava os jogos depois de 30 minutos, que era a hora que a mãe estaria prestes a tomar uma atitude mais rígida.

Na adolescência sua paixão era motos. Ganhou uma coleção inteira de seu pai, que até hoje fica no quarto guardada como uma velha lembrança. E depois dali não quis saber mais de nada. Era isso que ele passou amar. Motos.

Ele cresceu. Mudou. Ele quis brinquedos maiores. Não quis saber mais de joguinhos e nem de brincar de carro. Seus novos brinquedos eram o celular e a internet. Aos dezoitos anos, recebeu um dos melhores brinquedos de sua vida.

Use isso com responsabilidade. Nem tudo na vida deve ser levado como uma brincadeira.  – disse o pai, entregando as chaves da moto que Rafael estava acabando de ganhar.

Depois disso, ele só queria farrear. Com a sua moto, ele ia para as baladas, fazia novos amigos e se sentia realmente livre, jovem, feliz. Depois de cinco meses sofreu um acidente.  Quebrou apenas o braço direito. Ser responsável nunca foi o seu forte. Como ainda morava na casa dos pais, ficou sem a moto durante um mês como um ‘’castigo’’. Resolveu caminhar no parque na semana seguinte. E foi ali que nos conhecemos.

Ele tinha um sorriso alegre. Dizia sobre os novos modelos de motos que saiam. Eu fingia entender tudo, mas na verdade, eu estava prestando atenção no seu incrível semblante. Era tão lindo, moreno, jovem, divertido e engraçado. Trocamos o número. Eu estava me sentindo uma idiota por passar meu número de celular a um desconhecido. No outro dia ele me adicionou no facebook. Minha amigas chamavam ele de ''mauricinho'' mas eu não ligava. Foi esse jeito dele que me atraiu.  Depois de um mês, já estávamos namorando.

Minha família não aprovou muito no começo. Meu pai, que é separado da minha mãe e mora com a minha avó materna nem quis conhecê-lo. Mas eu estava incrivelmente apaixonada por ele. Ele era tão diferente de todos os outros caras. Quando ele enfim pegou a sua moto de volta, passeávamos por vários lugares lindos do estado. Ano novo, feriados prolongados, Natal, Carnaval...tudo era lindo ao lado dele. Em cima daquela moto, com o capacete rosa que ele comprou especialmente pra mim e abraçada na cintura dele, eu tinha a sensação de poder ir pra qualquer lugar do mundo, porque ao lado dele, a felicidade já era garantida. 

Depois de um ano, já estávamos noivos.Tudo estava perfeito.

Então Rafael mudou seu brinquedo favorito. Arrumou um emprego. Conseguiu comprar o seu primeiro carro. Tínhamos nossas crises de vez em quando.  Três meses depois de estarmos noivos, brigamos mais uma vez por um motivo idiota. Não dei tanta importância assim. Rafael saiu da minha casa decidido a não voltar mais. Eu pensei que fosse apenas mais uma vírgula de tantas que ocorreram em nosso relacionamento. Mas para ele era o ponto final. E um pouco mais que isso.

Deixei recados no facebook. Mandei mensagens no celular, whatsapp e DM’s no twitter. Depois de uma semana ele me excluiu de todas as redes sociais. Ele não queria nenhum tipo de contato. Disse que ‘’queria viver a vida dele’’ e isso já não me incluía.

Já se passou duas semanas desde a última vez que nos falamos. Falando nisso, ontem recebi uma ligação da nova namorada dele, pedindo para que eu parasse de tentar alguma coisa, pois ele estava feliz com ela. Fiquei péssima. Chorei a noite toda. Não consigo comer e nem sair de casa. Pra quê tanta humilhação?

Acordei hoje de manhã de mal jeito no sofá da sala. Depois de uma ducha, joguei nossas fotos fora.  Sabe, eu percebi que ele tinha acabado de mudar de brinquedo favorito. Foi assim antes e provavelmente não seria diferente agora. Ele descartou o meu coração apaixonado, antes seu brinquedo favorito e agora, uma coisa qualquer, que não tem mais nenhuma serventia. ‘’ Nem tudo na nossa vida deve ser levado na brincadeira’’. Ele nunca conheceu limites. Sempre foi assim durante toda a vida dele. Não doía em ninguém. Mas dessa vez, doeu. E ainda dói. Aqui e agora...em mim. 

Eu queria escrever um texto com esse título faz tempo. Ás vezes crio os títulos antes mesmo de escrever meus textos. Odeio falar sobre decepções amorosas...mas tenho escutado tanta coisa por aí que tenho que transformar em material literário (como meus amigos costumam dizer) para aliviar um pouco o coração. Coloquei a foto do Andy de Toy Story, pois a além do filme falar sobre brinquedos, mostrar o terror de alguns deles por não suportarem ser um brinquedo descartado. Achei que combinava com a história. Um beijo pra você que anda lendo o blog essa semana sem reclamar dos textos , é que eu tô inspirada na escrita. Comenta se quiser, vai ser bom eu saber o que você achou! :*