O ninho de pássaros e o canto da liberdade

21:49
























A semana na faculdade é bem puxada, acho que minha vida acadêmica me consome demais, vivo para estudar praticamente [não que isso seja necessariamente ruim, eu até gosto]. A mente fica a mil nos cinco dias úteis da semana. Sábado para mim é oficialmente o dia de acordar tarde, é o meu dia favorito. Há algum tempo atrás, ao decorrer das semanas, observando a forma que acordava aos sábados, fiz uma descoberta aqui em casa. Como todos os dias acordo muito cedo e não é muito frequente eu ver o amanhecer que é incrível daqui da janela do meu quarto. Porém, todos os sábados, acordando por volta das 8h eu despertava de uma maneira diferente: ao som do canto de pássaros e aproveitava assim o solzinho da manhã.

Ao observar esses pássaros e como sempre voltavam pra perto da minha janela, comecei a apostar da hipótese de ter um ninho de pássaros bem em cima do meu quarto, no telhado. Então, durante as férias, olhando e olhando percebi que essas pequenas aves fizeram do meu quarto, a sua casa. E que era verdade a minha hipótese. E todos os dias elas vivem ali, cantando e livres. Parecem muito felizes! Todos os dias que acordo e ouço o canto da liberdade, confirmo ainda mais essa tese.
Faz tempo que fiz essa descoberta, mas só hoje pude registrar. A imagem, é difícil de esquecer e fácil de descrever: era um pássaro sobre os fios telefônicos cantando em direção ao ninho. Pensei que talvez se os pássaros pudessem falar, eles estariam trocando uma ideia sobre o voo dessa manhã. Talvez esse pequeno pássaro, o qual registrei, estivesse convidando os amigos para lhe acompanhar para mais uma viagem pelo azul dos céus. A imaginação voa e a manhã estava incrivelmente bonita, apesar de fria, era inspiradora. E pensando comigo, compreendi que se torna impossível deixar pra trás peculiaridades mínimas cotidianas como essas. É aí que vemos a pureza da vida, a conexão da natureza com o nosso interior, que por muitas vezes, diz mais do que muitas discussões e debates.

Então todos os sábados ou quando eu posso assistir o amanhecer, o canto da liberdade invade o meu quarto. Esse canto, tão único e singelo, me faz lembrar que minha alma também é de pássaro, que ama a liberdade mas sabe onde é o seu lugar. E eu sei que com essa alma de pássaro, eu posso voar pra onde eu quiser, proclamando aos quatro ventos que é o meu direito de cantar também o meu canto da liberdade. Mas no fundo eu sei que o meu aconchego sempre será no meu ninho, a minha casa, o meu quarto. Afinal, liberdade nada mais é do que saber que sempre temos pra onde voltar.

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