Estrelas da MPB : '' Gil e Caetano ''

10:15


Olá queridos leitores amigos. 2012 está sendo um ano repleto de acontecimentos marcantes, inclusive no nosso cenário musical brasileiro. Vindos do movimento '' Tropicália'' e amigos de longa data, as grandes estrelas da MPB Gilberto Gil e Caetano Veloso , comemoram este ano 70 anos de idade. Não poderia passar em branco, mesmo. Por esse motivo, nesta semana serão publicadas 3 postagens sobre o assunto que serão apresentadas em forma de texto, imagens , conteúdos fáceis de se entender e cheios de informações e história.  

Ontem (26/06) foi a vez Gilberto Gil comemorar aniversário. Houve uma intensa mobilização nas redes sociais e uma première do seu novo DVD no youtube, muitos internautas estavam ligados. Quem curte o blog no facebook e me segue no twitter ficou por dentro das novidades e não perdeu nada. Já Caetano Veloso comemora seu aniversário só em agosto, creio que não será muito diferente as homenagens e mobilizações.

É claro  e evidente que junto com essa enorme carreira de sucesso desses amigos, vem uma antiga história de muita importância para a construção da nossa cultura. O triste é que poucos brasileiros conhecem, mas hoje e nessa semana, vou tentar passar um pouco do conhecimento que tive pesquisando. Então, vamos viajar um pouquinho no tempo? Vem comigo!


UM POUQUINHO DE HISTÓRIA: O ALGE DA MPB & DITADURA MILITAR - ANOS 60 & 70


Em fins de 1968, Gil e Caetano Veloso, cuja importância no Brasil era, e é, de certa forma comparável à de John Lennon e Paul McCartney no mundo anglófono, foram presos pelo regime militar brasileiro instaurado após 1964 Ambos exilaram-se por ocasião do AI-5 (Ato Institucional 5) do governo militar em vigência no Brasil a partir de 1969 em Londres.

Através de músicas de protesto e do próprio tropicalismo, lançaram a semente da conscientização e agitaram a opinião pública, sendo então enquadrados na lei de segurança nacional e expulsos do país. Seguiram para Londres, onde, segundo alguns fãs, viveram uma de suas melhores fases, no setor artístico. Compondo em inglês, conquistaram facilmente o público europeu; livres da influência da repressão, puderam deixar fluir em suas composições toda liberdade de expressão a que tinham direito.

Somente retornariam ao solo pátrio, em 1972. Apresentando-se no programa Som Livre Exportação, declararam publicamente que continuariam trabalhando em prol da música popular brasileira.

Ao lado dos colegas Caetano Veloso e Gal Costa, lançou o disco Doces Bárbaros, do grupo batizado com o mesmo nome e idealizado por Maria Bethânia, que era um dos vocais da banda. O disco é considerado uma obra-prima. apresentaram-se na praia de Copacabana e para a Rainha da Inglaterra. O quarteto Doces Bárbaros era uma típica banda hippie dos anos 1970.


TROPICALISMO: UMA MUDANÇA DE PARADIGMA


Quando se realizou o III Festival de Música Popular Brasileira, produzido pela Rede Record, apareceram várias composições que tiveram enorme êxito junto ao público brasileiro e entre elas estavam Domingo no Parque, de Gilberto Gil e Alegria, Alegria, de Caetano Veloso, que seriam o carro-chefe do tropicalismo, surgido "mais de uma preocupação entusiasmada pela discussão do novo do que propriamente como movimento organizado".

O procedimento inicial do tropicalismo inseria-se na linha de modernidade: incorporava o caráter explosivo do momento às experiências culturais que vinham se processando; retrabalhava, além disso, as informações então vividas como necessidade, que passavam pelo filtro da importação. Este trabalho consistia em redescobrir e criticar a tradição, segundo a vivência do cosmopolitismo dos processos artísticos, e a sensibilidade pelas coisas do Brasil.

Tropicália, canção de Caetano Veloso, é um autêntico exemplo da verdadeira revolução operada na estrutura letrista da canção popular e da necessidade de se reestudar então os critérios de avaliação e compreensão da nova linguagem utilizada.

Em confronto com a Bossa Nova, o tropicalismo teve como preocupação principal os problemas sociais do país, aliada a uma ideologia libertadora, a um inconformismo diante da maneira de viver do povo brasileiro, o que gerou uma crescente onda de participação popular, em face dos agravantes problemas por que sofria a nação. Já a Bossa Nova quis mostrar uma nova concepção musical, calcada na versatilidade que a música brasileira oferece.

Os responsáveis diretos pelo tropicalismo, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Torquato Neto, Tom Zé, Rogério Duprat e outros, sem dúvida alguma, deram um salto a mais na modernização da música popular.


+ papo cabeça: A importância desses nomes é indescritível. Mudaram os paradigmas , o cenário musical brasileiro e contribuíram para a construção da cultura e história nacional. Todos nós devemos conhecer e apreciar essa história, faz parte da nossa identidade enquanto cidadãos brasileiros. Sem palavras . Essa é a verdadeira MPB.

Eu adorei saber a contribuição desses dois artistas para a MPB, é incrível como a história nos faz viajar no tempo como se estivéssemos vivendo aqui e agora.
 E você leitor, o que achou da postagem?
 Dê a sua opinião, conte suas vivências, enfim, comente !

[ não percam a próxima postagem, aguardem! ]

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11 Comente!

  1. Se eu te disser que já "falei" com o Gil, tu acredita? Ele é amigo da minha tia, (:
    Adoro todos, mas o meu favorito é o Chico Buarque.
    Beijos amor.
    /Marcela
    http://www.tendenciadolescente.blogspot.com/

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  2. A Tropicália foi um dos movimentos mais importantes da história da música brasileira, acho muito legal que tanto na música, quanto no teatro e nas artes plásticas, o movimento ganhou um forte tom de brasilidade, mesmo exportando diversos elementos de outros movimentos contra-culturais da década de 60... Adorei o post, muito informativo!

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  3. Sabrinha, lindinha! Tudo bem?
    Excelente teu post!
    Muito bom mesmo, e creio que pegaste o fundamental, além de explicar e exemplificar sobre a Tropicália, movimento musical e cultural do nosso Brasil; ainda o confrontou com a Bossa Nova, e concordo totalmente com tua postura, em que a Tropicália representava um tanto de atitude libertária dos artistas e jovens dessa época.

    Grande beijo!

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  4. Hey, já conhecia a estória dos dois, ano passado minha professora de português falou sobre isso e sobre algumas coisas que a maioria das pessoas não conhecem, eles contribuíram e muito para o cenário musical brasileiro, e são figuras importantíssimas não?! Amei sua ideia dos posts em relação a história deles e tudo mais! O brasileiro precisa saber mais sobre nossos artistas <3

    Beijos
    Meu outro lado

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  5. Eu nunca parei para escutar MPB, mas depois de ler o post eu fui dar uma pesquisada...

    Hey, o My Mundo voltou com tudo novo! Da uma passada la: http://singlejoao.blogspot.com.br/

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  6. Não sou muito fã dos dois, gosto de algumas músicas. Mas quando analiso a história, deixo meu gosto musical de lado. Reconheço a importância dos dois e de outros diversos artistas na música popular brasileira, principalmente em épocas do Regime Militar. Muito boa sua postagem.
    Grande Abraço

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  7. Oi Sabrina.

    Primeiro de tudo, parabéns por esse projeto. Valorizar a verdadeira MPB é uma coisa que estamos precisando ultimamente.

    Quanto a histótia da música desses dois ícones, sei da importância dela. Mas essa quebra de paradigma que eles possibilitaram foi novidade.
    A verdade é que eu tive que estudar isso na escola e achava super chato, sabe como é, né... mais novo, gostos diferentes...
    Mas conforme fui amadurecendo e aquela obrigação de aprender tal coisa acabou, agora acho interessante.
    Impressionante o poder que a música tem, não é? A ponto de o governo se sentir ameaçado.

    Temos que ter mais músicas assim, que nos levem a ter um raciocínio crítico e não esse "tchu" e "tcha" que inventaram por aí, rsrs.

    Bom fim de semana pra você.
    Beijo.

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  8. Este assunto sobre MPB certa vez rendeu uma discussão (normal) entre mim e uma blogueira (pasme!) de 19 anos que é fã incondicional de Roberto Carlos e a Jovem Guarda em geral.
    Eu comentava, em verdade, enfatizando Chico Buarque e destacando que os jovens desta época que curtiam estas músicas, deveriam ser os politizados, enquanto os da Jovem Guarda, eram os mais desencanados, para ser generoso e não chamar de alienados. Eu penso sim, pode parecer teoria da conspiração, que a Jovem Guarda foi uma "jogada" para despistar muitos jovens da época do que realmente estava acontecendo no país. Sabe como é... Um povo sem informação é um povo sem armas para lutar. E todas aquelas musiquinhas melosas e inocentes da Jovem Guarda, em minha opinião, serviram pra isto.
    É claro que, irada como só ela, chegou a criar um post a favor da Jovem Guarda com o título: "Não Chico, eu não te amo", ahahahaha. E me marcou no Facebook porque queria briga.
    No final das contas, acredito que nem eu e nem ela temos sabedoria suficiente para julgar o que quer que seja que aconteceu, somente os que vivenciaram esta época. Uma pessoa que realmente viveu esta época e alguns historiadores tiveram autoridade para comentar lá, mas eu não, eu fiquei na minha. No post ela dizia que música nem sempre deveria ser sobre política, de certa forma concordo, contanto, eu dou valor para o conteúdo de uma música, não somente suas melodias. E há bandas como Sex Pistols, que também eram politizadas no meio punk e para mim são superiores as letras nonsense dos Ramones, embora eu goste de ambas, valorizo mais os Pistols.

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    Respostas
    1. Ah eu concordo com você ! Para mim a Jovem Guarda foi mais uma jogada capitalista. Que coisa hein? Acho que não obtemos conhecimento absoluto de todas as coisas do mundo para ficar discutindo esses assuntos, porém, nossa opinião é essencial, e todos devemos respeita a opinião alheia! Fez bem em expressar a sua . rs Beijão!

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'' Eu quis encontrar um jeito de nunca morrer, e a partir daí, eu comecei a escrever.''

'' Se tem uma coisa que eu aprendi sobre a dor, é que na maioria das vezes, ela também é a cura''

'' Que eu nunca perca essa vontade de escrever. Jamais. O mundo parece uma prisão, às vezes. Escrever é como abrir janelas.''


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