Mais uma em um milhão

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O mundo anda meio agitado nos últimos dias. Confesso, que, aqui dentro do meu coração também. Acredito que ando lendo muitas coisas de todos os gêneros, tenho tido vontade de fazer coisas nas quais eu realmente jamais pensaria em fazer. Também consigo me sentir numa gaiola, que no fundo no fundo, eu sei onde está a chave. Sei também que o silêncio tomou conta deste lugar nos últimos dias. Neste tão meu lugar. Ensaiei mil e uma maneiras de escrever algo relevante, mas apenas consigo observar, ouvir e opinar muito pouco. Aliás, não acho que com tantas opiniões por aí, a minha deva ter alguma singularidade e relevância. É só mais uma opinião como todas as outras. Como eu sou. Comum. Só mais uma em um milhão.

Você sabe aquele sentimento de culpa que você sente quando mordisca algo que não deveria, porque está de regime? É meio assim quando estou nesses dias mais amenos e ao mesmo tempo mais agitados, tanto em minha mente, quanto em meu coração. É meio clichê falar de sentimentos, então, me desculpem os racionais. Eu só sei falar assim. Sentindo.

Abrir um bloco de notas seja digitando ou manuscrevendo um sonho novo. Isso é tão eu. Aliás, falando de sonhos o tempo todo pareço uma iludida. Pareço menos séria e mais utópica. Utópica – achei a palavra certa. Acho que ela descreve essa minha sede quase secreta por uma nova perspectiva. Sinto falta dos meus repúdios, como chorar. Um ato espontâneo de ansiedade e dor, uma dor egoísta, uma dor nervosa, mas mesmo assim, uma dor. A minha dor. É só o meu jeito de colocar pra fora as coisas. E não guardar como agora tenho feito. De alguma maneira, essa rotina chata-educativa-dolorosa anda me fazendo falta. E como faz.

Sei lá, sabe. Acho que é o meu jeito mesmo. Esse jeito de escrever mil e uma coisas abstratas num vazio em branco, te confundindo e montando esse quebra-cabeças que eu só vou entender depois. No entanto , lembro que alguém me disse uma vez que por mais que as minhas palavras pareçam sem sentido pra mim, sem dúvidas, elas terão algum sentido para alguém nesse mundo. Como se nada fosse totalmente desprezível, sabe? 

Não sei. Aliás, depois publicar essas mesmas coisas, que aos olhos de todos, tomam tantas vertentes diferentes, penso se estarei fazendo algo bom, ruim ou irrelevante. Tenho medo. Mas sou corajosa, porque não desisti (ainda). É meio estranho, não é? Mas é isso é o que eu gosto de fazer. É o meu jeitinho. E acho que as outras pessoas têm aceitado ele melhor do que eu. Ou será que isso é só mais uma das baboseiras que eu acredito levianamente? 

Essa semana aconteceu tanta coisa. Aqui dentro e lá fora. Por exemplo, eu já posso me sentir mais um pouco orgulhosa da sociedade em que vivo. Já percebi que preciso da minha independência o mais cedo possível. Percebi que já consigo escrever com música, como agora. Só basta escolher a música certa ou talvez, o momento certo. Já sei o quanto sou chata quando eu me apego demais as pessoas. Já sei que nunca me senti tão sozinha como agora, e isso, de alguma forma tem sido bom e ruim, ou seja, está gerando uma dualidade de efeitos que vocês só vão saber mais pra frente. Talvez minhas conversas amigáveis sejam apenas armadilhas dos outros. A verdade é que eu nunca sei de nada. Eu imagino. Eu observo. E ás vezes não faço nada. Eu sempre acho que nunca faço nada.Pronto. Falei.

A verdade é que tudo tem sua hora, essa é velha, mas funciona sempre. Se a hora não chegou, ela vai chegar, mesmo pra você que como eu, insiste em andar atrasado . Não que seja a sua vontade, mas você é assim. Mais lento que os demais. Calma, não fica mal. Eu também sou assim. Não sou?

E então, você acorda e olha as mesmas coisas, só de de um ângulo mais legível. São milhares na luta. Milhares felizes. Milhares tristes. Muitos vitoriosos e perdedores. Todos, todos, iguais perante a lei. Mas diferentes, com opiniões diferentes, com histórias diferentes. Se em questão de direitos somos iguais (deveríamos pelo menos), e se na questão pessoal (nas vontades e gostos) somos tão diferentes...peraí, quem sou eu? Essa é fácil. Já aprendi. Eu sou só mais uma em um milhão. É isso.



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'' Eu quis encontrar um jeito de nunca morrer, e a partir daí, eu comecei a escrever.''

'' Se tem uma coisa que eu aprendi sobre a dor, é que na maioria das vezes, ela também é a cura''

'' Que eu nunca perca essa vontade de escrever. Jamais. O mundo parece uma prisão, às vezes. Escrever é como abrir janelas.''


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