Primeiro emprego e uma breve reflexão sobre os últimos meses

01:59

foto dos paparazzi. mentira. foto do instagram da @raaquelleal
Como vocês puderam notar, nos últimos dias o blog tem ficado meio de lado. Eu até comentei no twitter que estou trabalhando tanto que até esqueci que sou blogueira. Mas sabe, isso não tem nada a ver com meu primeiro emprego (de verdade). Acho que o blog já estava meio assim faz tempo. E isso não tem nada a ver com o tempo livre que eu tenho. Claro que, agora, eu tenho menos tempo livre pra ficar pensando em coisas pro blog do que antes, mas nada tão grave assim. Vocês vão entender.

Desde o começo do ano que eu estou tendo que entrar em contato com realidades totalmente diferentes das que eu vivia há dez anos atrás. A vida pra mim era isso: escola, as mesmas amigas todos os anos, as mesmas matérias chatas, a mesma responsabilidade com trabalhos escolares e os mesmos problemas (que pareciam grandes, mas hoje vejo o quanto era pequenos). E o ano passado, foi o mais marcante de todos. Gente! Como eu sinto saudade de rir todos os dias com as minhas amigas na biblioteca mesmo preocupada com os trocentos vestibulares que teria que prestar naquele ano. Fiquei tão nervosa, mas tão nervosa atoa. Passei em todos. No primeiro, desisti do curso. O outro , que era na universidade dos meus sonhos, eu perdi a vaga por não ficar de olho no dia da matrícula. E a que eu me matriculei, era a espera mais demorada (que me faria ficar quase o ano todo atoa). E que daqui uns dois meses, vai ser real. Já contei nas postagens da tag vida universitária.

O que muitos acharam que eram ‘’férias’’ pra mim era ‘’tortura’’. Eu não sou muito de balada. Só saio nos fins de semana pra ir na missa e quase nunca planejo nada de diferente para o fim de semana. O meu namorado e a maioria das minhas amigas são como eu. Não que isso seja uma coisa boa, mas também não é ruim. Só que nessa época da minha vida, eu precisava de um pouco mais de adrenalina. Eu gostaria de ser um pouco mais animada (e de ter pessoas mais animadas ao meu lado). Mas fazer o que? Não tenho uma vida mega glamorosa como todo mundo tenta passar na internet. Não sou feliz 24 horas e nem me sinto bonita sempre. E nem mega feliz e disposta. Antes de trabalhar, eu acordava quase sempre tarde, via TV, comia e passava quase todos os dias deitada e pensando nas coisas da vida. Resultado: textos melancólicos, madrugadas mimimizentas no twitter, calças apertadas, pensamentos chatos, conversas chatas, muito tempo pra postar, nenhuma vontade de escrever (sobre o quê? pra quê?) e pesadelos. Tédio e algumas lágrimas também (sem motivos – aliás, qualquer motivo era um motivo).

Um belo dia isso tudo mudou de um dia pro outro. De uma forma estranhamente louca. Eu arrumei um emprego, cara. Meu primeiro emprego. No comércio da cidade – ok, tem seus prós e contras, mas é um emprego, uai. Eu já tinha tentado arrumar outros empregos. Sempre ia mal nas entrevistas porque sou muito sincera. Acreditam que me perguntaram uma vez se eu gostava de arrumar a casa e eu disse NÃO, sendo que faço isso (bem) desde os 12 anos de idade e ainda por cima, eu sei cozinhar de tudo – porém eu não gosto, mesmo sabendo fazer (será que dava pra entender?). Anota aí, regra pra vida: o mundo é movido pelas aparências e às vezes um pouco de falsidade é necessário. Eu não precisei ser falsa (graças a Deus) mas ocorreu tudo bem e eu tô fazendo alguma coisa para o mundo!  

Não sei se isso foi coisa de Deus ou sorte. Prefiro acreditar que seja coisa de Deus mesmo. Gosto de pensar assim, que nada na minha vida acontece por um acaso. Que alguém lá em cima quer me mostrar coisas e que isso vai ser importante de alguma forma lá na frente. Em algum lugar do futuro. Sempre me achei muito utópica. Nunca experimentei as coisas da vida na pele, só pelos sermões dos meus pais (que na essência, sempre foram super protetores). É bom ver a coisa acontecer na real. Sempre achei tudo muito fácil. Então, arrumar um emprego depois de meses chatos tem sido uma coisa até que legal. E um tanto exclarecedora, por sinal.

Agora que todo mundo entrou de férias, eu fui trabalhar. Que irônico. Mas olha, tem sido bem melhor, sério. Eu não tinha bem uma rotina. Dormia em horários errados (ok, estou fazendo isso agora mas é só hoje e é por uma boa causa) e não ficava a par do que acontecia ao meu redor. Agora é diferente, sabe. Eu vejo as pessoas da minha cidade. Em duas semanas, já conversei com vários amigos distantes, coisa que não fiz nesses seis meses. Vi amigas antigas, aquelas do fundamental. Coisa que não fiz nesses últimos anos. Vejo gente, todo tipo de gente e não apenas gatos, TV, avatares, arrobas e as pessoas da minha família. Ouço músicas no celular quando estou saindo e entrando no serviço e me sinto num vídeo clipe, que nem os tempos de escola. E essa é a melhor hora do meu dia, a hora que eu mais reflito. Sabe, trabalhar nem sempre é um mar de rosas e cansa demais (mesmo), porém, eu me sinto mais viva agora do que antes. Me sinto útil.

Não vou ficar aqui enrolando, porque eu já deveria estar na cama. O que eu posso te dizer? Se você tem vontade de trabalhar, em qualquer coisa, tente. Acho que todo mundo deveria experimentar isso nessa idade. Isso nos ajuda a amadurecer e a entender melhor o mundo e o valor das coisas. Mesmo que não seja o emprego dos seus sonhos. Mesmo que seja temporário. Experimente, qualquer coisa. '' Fazer bicos ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Seus avós têm uma definição diferente para isso: oportunidade.'' Aprendi com o tio Bill Gates, e olha, ele tem toda a razão.


E por último, um agradecimento e uma músiquinha

Um mega obrigado pra você que vem aqui sempre, mesmo sem nenhum motivo e mesmo eu não estando tão presente assim <3 isso é muito significativo  :3  - e escute essa música, ela é muito legal e diz muito sobre o que eu tô sentindo/vivendo agora :) e é Pitty cara. Anda logo, clica no play pra entrar no clima. <3

Anacrônico by Pitty on Grooveshark

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9 Comente!

  1. Realmente ficar atoa cansa, boa sorte nessa nova fase da sua vida.
    Abraço

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  2. Só tem um problema nisso tudo, Sabrina: TRABALHAR CAUSA DEPENDÊNCIA!! ha ha ha ha!!

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  3. Olha bacana a sua iniciativa, eu também trabalho e amo trabalhar! Amo estudar! Tudo isso preenche a minha vida e me torna mais motivada a cada dia...
    Beijinhos
    Moda Ponto

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  4. Também estou nessa "luta" de conseguir o primeiro emprego, mas está difícil. Só não desistirei, haha. Me identifiquei com tudo o que disse no texto. Ficar ociosa é horrível e não me dá muita vontade de escrever mesmo. Sem nada pra fazer, sem motivações e afins. Acho que prefiro rotinas conturbadas, com muitas coisas a realizar ao mesmo tempo. Espero que isso mude logo, na minha vida e que posso ganhar a miha oportunidade também.
    Ps: Gostei da parte que você diz que nada na sua vida é por acaso, porque também acredito que tudo tem um propósito.
    Boa sorte pra ti, garota!

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  5. A rotina corrida é uma prosa literária escrita no dia dia , é uma reflexão filosófica do amadurecimento e um conhecimento empírica que faz o ser humano a entender o mundo ao seu redor,pois assim ele conhece como é a realidade e sai um pouco da sua zona de conforto que vira um tédio quando transforma a naquilo em uma rotina sedentária. Desfrute da fase.

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  6. eu era bem mais frequente na blogosfera até trabalhar e entrar na faculdade... mas estou tentando regressar! rs abraços! :p

    http://manuscritoperdido.blogspot.com.br/

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  7. Sá,

    Sou que nem você, não acho que ficar em casa "à toa" é que nem férias e muito menos legal... Creio que férias só tem sentido quando se exerce alguma atividade seja escola, faculdade ou emprego, do contrário é, de fato, tortura.

    Desejo-te muito sucesso com sua atual colocação no mercado de trabalho... Parabéns pela conquista! Não há nada melhor no mundo do que trabalhar e se sentir útil em algo.

    beijos e tenha uma linda terça-feira.

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'' Eu quis encontrar um jeito de nunca morrer, e a partir daí, eu comecei a escrever.''

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'' Que eu nunca perca essa vontade de escrever. Jamais. O mundo parece uma prisão, às vezes. Escrever é como abrir janelas.''


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