Clichê

11:15
































Os nossos dias úteis possuem 24 horas, isso não é uma surpresa. Desde que me entendo por gente, lá no primeiro ano do ensino fundamental a minha professora já aconselhava que o ideal de horas para se dormir no período noturno é 8h diárias. Com o passar dos anos essa regra ficou cada vez mais difícil de se cumprir. E com esses descontos, todos eles, eu a conheci. Linda, soberana e cheia de cargas positivas, negativas e exageradas. A insônia...a musa da madrugada.

Clichê.

Gosto da noite, mas porém gosto ainda mais da madrugada. Recordo-me nas férias do ano passado, quando minha alma ainda era muito angustiada e eu só escrevia textos melancólicos (o que na essência, deixava-me bastante inspirada) que na madrugada, era o momento que vinham minhas maiores inspirações e ideias utópicas. Nisso tudo entravam as lágrimas, as magoas e o sofrimento típico da mudança de fases. Ai, e que fase.

Clichê.

Então meses depois eu mudei, cresci principalmente espiritualmente...e entendi que aquela melancolia toda fazia parte do início do processo de amadurecimento. E que a partir dali, muitas coisas iriam acontecer. Eu só não sabia o quê. Soube depois, quando aprendi a lidar com coisas até então desconhecidas. Senti dores horríveis, lá no fundo da alma. E não há nada mais prazeroso quando elas se cicatrizam e você não sente mais nada. É revigorante. Se eu aprendi? Nossa! Estou sempre aprendendo alguma coisa nova sobre a arte de viver. Porém,  depois de tudo que se passou, vejo que ainda há algo que ficou por dizer. Algo que ainda tenho que aprender, que perdi ou deixei passar.

Espero descobrir rápido. 

Hoje estou no primeiro dia do segundo período de faculdade. Durante a semana passada, eu estava refletindo sobre a minha escrita, a minha vida e os meus sonhos. Andei lendo também, e olha, quanto mais a eu leio mais penso em parar de escrever. Quando leio alguns autores, parecem que estantaneamente todas as palvras do mundo já foram escritas e que não há mais sobre o que falar, pois alguém com certeza já deve ter abordado de alguma forma. Só que a gritaria não acaba nunca, não me deixa em paz de nenhuma maneira. Tem algo aqui dentro gritando que me diz: não para. 

E de tanto gritar, eu ouvi.

Minha escrita é muito ligada a minha forma de viver, costumo dizer que escrever no meu caso é como respirar e fico angustiada quando o bloqueio criativo invade meus dias. Gosto de estar inspirada, imaginar histórias, contar acasos despercebidos no cotidiano. Transformar uma cena mental numa crônica triste e fazer dela uma lembrança eterna. Não sei o porquê dessa necessidade ter nascido em mim desde a criação deste blog, mas é nisso que eu sinto prazer de viver. Sou apenas mais uma alma escritora no mundo.

Clichê.

E sobre os meus sonhos? Bem, nunca estive tão descansada, mas creio que isso seja apenas uma fase. Hoje eu não caí nos braços de Morfeu. E o dia não acordou. Isso vem se repetindo durante os últimos dias, porém, cada dia é um motivo diferente. Hoje pensei no nada. No enorme vazio que há em mim. Refleti sobre minha insignificância. E que insignificância! Tô com tédio. Com fome. Sem vontade nenhuma de assistir aula de Linguística e depois enfrentar um trânsito caótico até o meu bom e velho interior. O final de semana promete. Ou apenas será mais uma expectativa frustrada que eu alimentei durante a semana. Simplesmente não dormi. Tem noção disso? E só espero que hoje o dia acabe em paz. Ou que alguma coisa me surpreenda nesse meio termo. Eu quero é novidades.

E isso continua sendo clichê. 


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1 Comente!

  1. Tudo é fase e estou na mesma que você, mas decidi que esse semestre vai ser diferente. Nosso curso é muito bom, mas ás vezes pode ser meio monótono.
    Mas relaxa que, como eu disse, tudo é fase e a gente vai passar por ela! :)
    Bjs.
    www.doceilusao.com/

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