Final de mês

21:16



Do ponto meu ponto de vista , ninguém me vê. É assim que por um acaso eu costumo me sentir, algumas vezes...só mais um alguém vagando por aí. É bom ser invisível. Mas eu ainda não sei a parte relativamente boa de tudo isso, porque neste exato momento me sinto mal e o motivo é bem improvável. Sinto-me só, mas não por falta de companhias, por muitas vezes nem faço questão delas - na maioria das vezes, aliás. Não que eu não me importe em estar ''no meio'' mas acho que em certas ocasiões, nós só podemos contar com nós mesmos, como agora. A gente aprende a ser autossuficiente quando o que nos resta é apenas solidão. 

Vai entender. 

Estou sentindo falta, mas não falta nada demais - ou quase isso.Ou isso talvez seja a falta do principal.Estou com saudades - saudades de mim mesma. Tenho tido saudades de tudo em mim, saudades das minhas palavras e mais do que tudo, saudades de ver a vida como um filme que eu mesma escrevi. A emoção é inevitável, e de tanto silenciar (pois era preciso) desaprendi a andar com os meus sonhos. Perdi o caminho de volta e o fio da meada. E o pior é tomar a consciência disso e ainda sim, preferir continuar calada. 

O dia de hoje estava nublado e eu não estava com o guarda-chuva. Despreparada, olhei para os céus e fiz uma prece quase involuntária torcendo para que durante a jornada diária não acontecesse nada demais. Não estava afim de água. Sair em dias assim é meio engraçado. É como fazer uma prova importantíssima e decisiva sem ao menos ter assistido a alguma aula ou estar preparado. O mínimo que você deseja é ter sorte o suficiente para enfrentar e conseguir passar. É desapego demais. Então, depois de tudo que vivi durante o dia, cheguei em casa e o meu coração clamava por algo que nem mesmo eu imaginava.Peguei um copo d'água, mas de nada adiantara. A minha sede era de escrita. 

Começou a chover a poucos minutos. A noite como sempre, é bem escura , mas hoje se torna também barulhenta. Como estamos no outono, ainda não é fria o suficiente. Mas continua sendo inspiradora. Nesse momento as palavras ecoam em mim como uma goteira. De pouco a pouco, numa sintonia de caos e dor, elas conseguem formar esse punhado de sentimentos descritos nas linhas em um quarto vazio, escuro e somente iluminado por um monitor de LED. Porém, o mais importante talvez esteja nas entrelinhas, entre as linhas, nessas verdades vedadas com pudor, entrelaçadas em mim. . Mas mesmo assim, algo ainda sempre  fica por dizer. 

Deitei por alguns minutos e pretendi deixar esse texto sem um fim, mas desisti de desisti.  

 Hoje foi o ultimo dia do mês. Eu não percebi 

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'' Eu quis encontrar um jeito de nunca morrer, e a partir daí, eu comecei a escrever.''

'' Se tem uma coisa que eu aprendi sobre a dor, é que na maioria das vezes, ela também é a cura''

'' Que eu nunca perca essa vontade de escrever. Jamais. O mundo parece uma prisão, às vezes. Escrever é como abrir janelas.''


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