Outono, Balzac e um punhado de peculiaridades cotidianas

23:47

[hoje não tem foto galera! apresento-vos hoje um texto sem foto, pra que vocês possam imaginar uma imagem para essa séria de peculiaridades descritas logo abaixo :::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::acho que agora podemos começar]

Hoje, primeiro dia do outono, choveu. O engraçado é que foi uma coisa totalmente inesperada. Eu estava só, em meu quarto, deitada depois de ter passado um dia exaustivo na faculdade...e quando olho para o céu, as nuvens estavam precipitando. Achei que era uma benção de Deus porque o calor de hoje não estava fácil não. Pena que durou bem pouquinho. Gosto do outono, porque é uma estação que me agrada...é amena, não muito fria, não muito quente. Dizem que é a estação das frutas e ah...eu amo frutas. Eu amo muitas coisas, aliás, eu vivo em prol de paixões... a ponto de fazer só aquilo que amo (e quando tenho que fazer algo que não amo aquilo se torna um fardo muito difícil pra mim). Sou tão sentimental quando apaixonada, disseram esses dias que eu sou é ingênua. Daí eu pensei: ingenua? Bem, eu prefiro dizer que isto é somente o que eu sou, e eu só sei ser isso. Nada mais. Nomes, esterótipos e clichês não conseguem definir o quão vasta é a minha perspectiva sobre o mundo.

Achei que seria mais difícil começar a escrever, depois de tampo tempo sem dar as caras no blog. A verdade é que todos os dias eu levanto e penso: o que irei escrever hoje? E fico pensando em cada palavra que poderia tomar vida nessas linhas que vos escrevo agora. Nem foi tão difícil assim, acho que escrever é como andar de bicicleta. Aliás, faz tempo que eu não ando de bicicleta. Vou pegar uma qualquer dia desses, pra ver se realmente não esqueci. Prometo que conto pra vocês.

Ok, não vamos sair do assunto. 

Sabe, ainda tenho um grande problema quanto ao tempo. Eu acho que preciso aprender a organizar melhor minha vida. Nesse momento só consigo lembrar daquela pessoa me dizendo: ''você acha?'' deixando subentendido que preciso acordar logo pra vida . Hoje faço tantas coisas que nunca imaginei que iria fazer, e vivo uma vida que jamais pensei que viveria...e olha, apesar das dificuldades, essa vida tem me agradado. Mas eu gosto disso, das surpresas da vida. E eu gosto de olhar para trás, mesmo com aquele turbilhão de dores que eu sofri, hoje eu posso olhar pra frente esperando sempre o melhor, mas sabendo que na tempestade, basta não perder a fé e a esperança. O difícil é organizar essa série de novas informações sem me perder. Calma, eu ainda tô no caminho.

Eu nunca estive tão confusa - ok, sei que eu já disse isso em milhares de textos - mas dessa vez é em relação ao mundo ao redor. Eu já sou um quebra-cabeça pra mim mesma, porém, eu tô começando a me entender aos poucos - e olha, é difícil.  Mas sei lá sabe, cada vez que eu vejo o mundo ao redor vejo o quanto o ser humano é complicado. Incluo-me nisso mas ainda preciso tentar entender mais ao redor. Ao mesmo tempo, sinto também que nunca estive tão convicta das minhas metas, guardando alguns sonhos na gaveta e deixando outros em rascunhos por aí. Eu deveria lutar mais...eu sei, mas prefiro esperar o meu tempo de agir. Sinto que agora estou nos bastidores da minha própria história. Um dia eu entro em cena. Algumas coisas que me afligiam hoje não fazem a mínima diferença...consigo me preocupar mais com coisas que antes eram banais. Eu acho que estou amadurecendo...e que tudo isso faz parte da vida. Aprender um pouquinho a cada dia. 

Mas eu já sei onde quero chegar.

Tenho em minhas mãos um livro de 700 páginas pra ler, edição do ano de 1947, acho. São os ossos do ofícios de uma estudante de Letras. Eu queria estar lendo os livros da minha mini-biblioteca particular  e mais os outros milhares disponíveis nas bibliotecas da minha universidade, mas não, quando eu penso em desistir e cair nessas tentações, Balzac está lá, me esperando, encarnado num livro gigantesco, velho, mofado e caindo aos pedaços que renovei o empréstimo uma 5 vezes, porque não tinha grana disponível pra ficar gastando com mais (!!!) é a vida. A comédia humana (''La comédie humaine'')  são muitos de livros escritos por Honoré de Balzac...95 obras concluídas e 48 inconclusas. Olha só, cara! Como uma pode uma pessoa conseguir escrever tanto? Fico boba com essas coisas. Vejo eu cá com meus textos...tão pequenos, pobres às vezes de opinião. Mal consigo começar um livro, pois ainda acho que sou imatura pra isso e quero viver mais um pouquinho, observar bastante e depois pôr em prática. É o meu jeitinho. Mas Balzac, meu Deus, genial.

Ge-ni-al. 

[...]

Estou lendo as ''Ilusões Perdidas'', mas acho que quem está realmente perdida nisso tudo sou eu. Mas ainda não perdi o fio da meada, como sempre. Eu vou seguindo. Um dia eu entro nos eixos. Eu sei. Às vezes eu sinto que vou me encontrando aos pouquinhos, caminho em passos largos mas num ritmo lento. Todo dia é algo a mais. Sei que ''A comédia humana'' de Balzac me parece tão extensa quanto uma vida, e ver o livro que me espera todos os dias, sem poder escapar, em si, é um desafio por si só. São tantas paginas, tanta coisa guarda ali, só me esperando. Mas afinal, o que não é desafiador nessa vida? Então, desde já, clamo aos céus a paz de sempre que tem habitado até aqui, no meu peito, e a força que me falta, junto com a a perseverança necessária sempre. Que o outono seja leve - mas sobretudo - que a jornada seja breve até lá. 

You Might Also Like

0 Comente!

Olá, seja bem vindo :) Diga sua opinião e ela será lida e muito bem vinda, ela é essencial para a construção da identidade deste blog!

Sua opinião será respondida aqui mesmo e em seu blog, por isso peço que deixe seu link para que eu possa retribuir a visita.

Temos twitter: @sabrinabyme e @blogspiderwebs; siga para receber todas as atualizações.

Um recado

Estava esperando por você. Antes de continuar, você precisa saber de algumas coisinhas, ó: isso não é um diário, nem um blog de moda. É apenas um blog. E apesar de alguns textos desde site possuírem um caráter bem pessoal [ao enfatizar sentimentos e circunstâncias] e narrativas por inúmeras vezes cortantes e sensíveis em primeira pessoa, nem todos eles possuem caráter auto-biográfico e opiniões da própria autora.

SPIDERTV

PEQUENAS DOSES DE @SABRINABYME

'' Eu quis encontrar um jeito de nunca morrer, e a partir daí, eu comecei a escrever.''

'' Se tem uma coisa que eu aprendi sobre a dor, é que na maioria das vezes, ela também é a cura''

'' Que eu nunca perca essa vontade de escrever. Jamais. O mundo parece uma prisão, às vezes. Escrever é como abrir janelas.''


leia mais em Pensador.info>