A roteirista

16:08





























Ao acordar todos os dias, penso minuciosamente em cada coisa que pretendo fazer. Pensar, pensar, pensar. Eu penso demais. E penso sobre tudo. Porém, esses pensamentos nunca são reflexivos, na maioria das vezes, eles exprimem preocupações. E olha que eu pensei que ser uma recém adulta no século XXI seria bem mais fácil. Hoje me vejo assim, com responsabilidades... e pensativa, meus pensamentos costumam ser muito variados: penso nos trabalhos que tenho que fazer, matérias que pretendo aprender, pessoas que pretendo falar, futuro, passado, presente e entre outras coisas. Penso muito em problemas, também. Costumam dizer que sou exagerada, que sofro por antecedência e que eu preciso realmente relaxar mais um pouco. Levar essa vida um pouco menos a sério, sabe? Então comecei a dar ouvidos, porque afinal, acho que no fundo no fundo, essas pessoas têm toda a razão. 

Comecei dando um significado à palavra prioridades - uma hora isso tinha que ser feito. Quais seriam as minhas? Eu tinha muitas, mas sem querer, acabei por si só traçando um só caminho. Acredito muito em Deus, não sou nada cética. Sei que o meu caminho está entregue em suas mãos e que Ele devagarzinho vem me colocando nos eixos. Uma hora, Ele me mostrou o que eu tinha que valorizar e aos poucos, foi me mostrando a história que ele havia escrito pra mim antes de eu nascer. Ela tinha vários caminhos, mas foram as minhas escolhas que me fizeram estar aqui hoje.

Costumo pensar que a vida é um grande jogo do bem. Sim, do bem. A gente que tá no comando das peças. É a gente que manda! Tem coisa melhor? É claro que existem obstáculos, duros, difíceis e outros mais fáceis. Mas somos frutos das nossas escolhas. Caminhos estreitos as vezes nos mostram um grande destino. E a estrada mais larga nem sempre é a melhor. O futuro nada mais é do que uma consequência de um passado, que por sua vez, já foi a certeza de um presente. Gosto de pensar assim, que sou eu que tenho o grande controle remoto, mas o caminho foi o cara lá de cima que me ofereceu.

Eu realmente me sinto feliz. Sei que isso pode oscilar, mas fazia tempo que eu não me sentia assim, tão viva,ativa, querida, importante. Acho que quando algumas pessoas (que já estavam pré destinadas a entrar na sua vida) finalmente, nos encontram, dão todo o significado daquilo que você nem ao menos entendia. Agora eu penso que aquela minha vontade de ser feliz, talvez tenha sido uma previsão de tudo que aconteceria agora e que está acontecendo. O roteiro sempre esteve em minhas mãos. Não sei se isso é bom ou ruim, eu só não quero que acabe.

Por isso, tô dando mais um tempo pra mim. Eu realmente fico confusa, por algumas vezes se tenho ou não que continuar aqui, com tudo isso, com minhas metas, meu jeito, meus planos, minha escrita. Ah, a escrita ... sempre foi um refúgio. Sempre. Não que agora não seja, mas foi através da escrita que eu descobri um monte de coisa em mim que eu ainda não havia descoberto. Em cada texto eu tracei um pouco de mim, do que eu vi, do que eu fui, do que eu quis. Se não fosse pra ser, eu não teria escolhido escrever. 

Escrevendo, eu pude perceber que toda criação já era sonhada, e que pra escrever antes eu já havia visto e vivido. E que tudo isso, ainda sim, foi escolha minha. Mesmo as coisas ruins. Eu optei pela dor quando não me importei de deixar certas coisas entrarem na minha vida. Eu optei por ser feliz, quando eu deixei algo que causava dor ir embora. Sabe o quanto é legal perceber isso? Que todo fato é um fato que estava nos sonhos de alguém. Foi aí que eu descobri que eu já escrevia há muito tempo, antes mesmo de começar a escrever. Eu escrevia a minha própria história. E ainda escrevo.

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2 Comente!

  1. Sabrina, concordo um pouco com você.
    Acredito sim, que escrevemos nossa própria história. Acredito que em muitas e muitas e muitas ocasiões, o controle remoto está realmente em nossas mãos. Mas, muitas e muitas vezes também, somos apenas os peões, manipulados de lá para cá no tabuleiro. Há tantas coisas contra as quais não podemos lutar. Podemos escolher lutar, o que é diferente de vencer, embora a simples escolher possa fazer toda a diferença. É com esse pensamento de que estou moldando minha vida que venho vivendo. E é tão difícil viver sem perder a honra, sem ferir o próprio orgulho. Posso mudar sempre, é verdade, mas não posso mudar tudo a todo momento que eu queira. Não acredito mais nessa coisa de positividade e de "vou deixar a vida me levar".

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  2. Ótimo texto, era como se eu estivesse lendo seus pensamentos um a um, gosto muito quando um texto me joga esse efeito. Parabéns! :3 Todos precisamos pensar sobre a vida, com uma certa cautela para que os pensamentos não roubem o lugar das ações.

    ACESSO PERMITIDO. ♥

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