Poliglota

17:01






Palavras. É tão estranho voltar a delinear pensamentos sobre palavras, depois de um tempo razoável sem escrever. Pra ser sincera, não costumo escrever textos e guardar, quando eu escrevo eu quero mostrar algo pra alguém e sempre foi assim. É que são tantas coisas a dizer que eu nem sei mais ao menos por onde começar. Tantas palavras já foram ditas! Qual será a novidade presente nesses meros pensamentos que aqui descrevo?

Acho que anda assim também com todo o resto, aqui dentro. Tá tudo meio desarrumado, desordenado e bagunçado. É como um quarto revirado. É como meu guarda-roupa nesse exato momento: cheio, lotado de coisas pessoais, mas nada organizado, nada, apesar de tudo aquilo ser essencial – e dizer muito sobre mim.

Hoje é segunda-feira e o que eu tenho? Bem, eu tenho uma imensa vontade de algo maior do que tenho agora, mas ainda não sei. Além de todas as outras coisas, as várias e tantas coisas. O que eu falo é sobre o que existe aqui dentro, que dói, mas também alegra. É isso! Eu nunca sei. Sou tão confusa que talvez dizer ´´ não sei´´ tenha se tornado meu maior clichê ultimamente.

Se você me perguntar se eu tenho novidades eu direi que não tenho, apesar de viver sempre um novo. A cada nascer e pôr do sol, a cada conversa cotidiana eu sou apresentada a um universo que não é meu, que não sou eu. Eu to sempre vendo coisas novas todos os dias, há poucos dias li livros novos e conheci pessoas novas, vivo constantemente um contraste de realidades diferentes, seja na igreja, na faculdade, em casa, com amigos, com pessoas exclusivas as quais compartilho determinadas coisas sobre mim. Acho que nunca estive tão fechada, mas ao mesmo tempo tão aberta ao mundo. Mas em contrapartida, eu nunca estive tão confusa.

[É esse o problema.]

Agora, escuto uma música que há muito tempo eu escutava. A canção, que antes me encantava pela melodia, hoje me faz refletir. Acho que, apesar de ser uma nova pessoa quase todos os dias, eu to sempre voltando às mesmas coisas, como um sonho, ou pesadelo, que nos ocupa por uma noite e depois voltamos à realidade concreta. Não irei dizer que preciso me encontrar. Eu simplesmente acho que tenho que aprender a me entender. Passo tanto tempo estudando sobre linguagens que mal percebi que a minha razão,minha emoção,minhas atitudes, o acaso e minhas decisões falam línguas totalmente diferentes! Afinal, só aprende a se conhecer aquele que sabe decifrar às várias linguagens da própria alma.
 
[Eu ainda não sei, mas estou no caminho.]
 

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1 Comente!

  1. Mesmo ficando um tempo sem escrever, Sa, você continua com habilidade... seu texto ficou ótimo. Você parece estar mais madura. Saudades! :)
    http://umainteressantevida.blogspot.com.br/

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